
Elas não são “contas bancárias”, ou seja, não pertencem a clientes finais
As contas reservas, como as que foram alvos do ataque hacker à C&M, são mantidas por instituições financeiras no Banco Central (BC) e usadas para compensação e liquidação de operações no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Elas não são “contas bancárias”, ou seja, não pertencem a clientes finais.
A estrutura do SPB é robusta. O sistema é composto por Infraestruturas do Mercado Financeiro (IMF) e Arranjos de Pagamento. Dentro das IMF, existem ainda o Sistema de Transferência de Reservas (STR), o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) e o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), que são operados pelo BC.
A C&M, empresa vítima do ataque hacker, atua integrando instituições financeiras a esse arranjo do SPB. Ela é um dos sete Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) autorizados a operar pelo BC. “Elas [PSTI] fazem um serviço de mensageria, elas trocam informações. Quando eu faço Pix, por exemplo, a instituição da qual eu faço vai se comunicar com a que vai receber, e aí as instituições trocam mensagens”, explica Fabiano Jantalia, sócio-fundador do Jantalia Advogados.
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